O video abaixo apresenta a fabricação de cilindros de ar para mergulho.

S√£o vasos de press√£o conformados inteiramente sem costura, a partir de um disco plano.

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Na fabrica√ß√£o de vasos de press√£o √© comum a utiliza√ß√£o de componentes forjados, como flanges e conex√Ķes. Em especial os flanges ASME B16.5, antiga ANSI B16.5, admitem basicamente materiais forjados, com exce√ß√£o dos flanges cegos, que podem ser feitos de chapas.

Os materiais forjados oferecem, al√©m de uma resist√™ncia mec√Ęnica maior, uma estrutura cristalina diferenciada, que minimiza as diferen√ßas de comportamento do material em fun√ß√£o da dire√ß√£o do carregamento.

Nos videos abaixo podemos ver o porque desse comportamento. As transforma√ß√Ķes pelas quais passa o material durante o processo de forjamento, quando o material √© submetido a grandes deforma√ß√Ķes em alta temperatura, s√£o radicais!

Primeiramente temos o forjamento de um anel, que posteriormente pode ser usado para, por exemplo, usinar um flange.

Enquanto isso, na China, flanges s√£o forjado… com um pouco menos de tecnologia…

 

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O video abaixo mostra a fabricação de um tampo conformado, como os semisféricos e torisféricos, a partir de uma chapa metálica.

São duas fases, após o corte do disco, que envolvem muita tecnologia e força bruta!

Pelas imagens podemos ter uma ideia da solicita√ß√£o do material durante o processo, das tens√Ķes a que a chapa √© submetida e da raz√£o pela qual, em muitos casos, √© necess√°rio um al√≠vio de tens√Ķes ap√≥s a conforma√ß√£o.

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Nos equipamentos construídos pela norma ASME VIII-1, ao se utilizar partes conformadas: cilíndros, cones, tampos semielípticos e torisféricos por exemplo, poderá ser obrigatório o seu tratamento térmico após o processo de conformação e antes da soldagem.

Esse tratamento t√©rmico visa aliviar as tens√Ķes internas do material geradas durante o processo de conforma√ß√£o da parte. Essas tens√Ķes, caso n√£o sejam aliviadas, poder√£o resultar em trincas nas fases seguintes de fabrica√ß√£o, quando o material ser√° ainda mais solicitado durante os grandes gradientes t√©rmicos que ocorrem na soldagem.

Para a√ßos de baixa liga, como a√ßos-carbono, a norma ASME VIII-1 define no par√°grafo UCS-79 as condi√ß√Ķes que obrigam a execu√ß√£o do tratamento t√©rmico p√≥s-conforma√ß√£o.

O par√Ęmetro b√°sico para essa an√°lise √© o alongamento da fibra externa da parte, que leva em conta a espessura da chapa, o raio inicial e o raio final da parte conformada.

Caso o alongamento da fibra externa seja menor ou igual a 5%, não será necessário o tratamento térmico da parte.

Caso o alongamento da fibra externa seja maior do que 40%, o tratamento térmico da parte é obrigatório.

Caso o alongamento da fibra externa esteja entre 5% e 40%, e o material seja P-No. 1 e Group Nos. 1 ou 2, o tratamento t√©rmico ser√° obrigat√≥rio se qualquer uma das seguintes condi√ß√Ķes, listadas em UCS-79(d), for verdadeira:

  1. O vaso contiver subst√Ęncias letais;
  2. For exigido o teste de impacto para o material pelas regras da norma ASME VIII-1;
  3. A espessura da parte antes da conformação a frio for maior do que 16 mm (5/8 in);
  4. A redução de espessura por conformação a frio for maior do que 10% em qualquer local onde o alongamento da fibra externa exceda 5%;
  5. A temperatura do material durante a conforma√ß√£o esteja na faixa entre 120¬įC e 480¬įC.

O programa CerebroMix alerta o usu√°rio caso o valor do alongamento da fibra externa exceda 5%, cabendo ao usu√°rio fazer as verifica√ß√Ķes acima.

O valor exato do alongamento é apresentado na Memória de Cálculo de cada parte e os valores de P-No. e Group No. podem ser verificados na tabela de propriedades dos materiais.

Advertência apresentada pelo programa CerebroMix.

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