Tank5

O vácuo pode ocorrer em um vaso de pressão em diversos cenários, sendo que todos devem ser considerados para a determinação do máximo vácuo ao qual o vaso pode estar sujeito:

  • V√°cuo necess√°rio para o processo;
  • Na descarga de produto pela suc√ß√£o de bombas ;
  • No resfriamento do vaso fechado contendo gases quentes (em um processo CIP, por exemplo).

O efeito do v√°cuo, quando n√£o suportado pelo vaso, √©, em geral, o colapso instant√Ęneo do vaso, como pode ser visto nos v√≠deos abaixo e em outros dispon√≠veis na internet.

V√°cuo devido ao resfriamento do vapor

Colapso por v√°cuo de vag√£o tanque

A revis√£o da NR-13 publicada em 28 de setembro de2017 alterou a forma de enquadramento dos vasos de press√£o submetidos a v√°cuo.

Até então, um vaso submetido a vácuo era enquadrado como categoria I, se contivesse fluidos inflamáveis ou combustíveis, ou categoria V para todos os outros fluidos, independente do tamanho ou do vácuo a que estaria sujeito.

Essa abordagem resultou em diversos cenários bizarros, como vasos enquadrados na categoria I, mesmo com níveis mínimos de vácuo e outros que não apresentavam qualquer risco, sendo enquadrados (e gerando custos com inspeção e controle) desnecessariamente.

Nesta √ļltima revis√£o, o enquadramento dos vasos submetidos a v√°cuo passa a ser tratado da mesma forma que a press√£o interna, verificando o produto PxV e enquadrando nos grupos de risco, sempre considerando o valor da press√£o P como o m√≥dulo do v√°cuo, ou seja, se o vaso poder√° estar submetido a um v√°cuo de -0,5 bar, ent√£o P = 0,5 bar.

Estas prerrogativas est√£o claras em 13.2.1(b):

“13.2.1 Esta NR deve ser aplicada aos seguintes equipamentos:

(…)

b) vasos de press√£o cujo produto P.V seja superior a 8 (oito), onde P √© a press√£o m√°xima de opera√ß√£o em kPa, em m√≥dulo, e V o seu volume interno em m¬≥;‚ÄĚ

E em 13.5.1.2(c):

“13.5.1.2 Para efeito desta NR, os vasos de pressão são classificados em categorias segundo a classe de

fluido e o potencial de risco:

(…)

c) Os vasos de pressão são classificados em grupos de potencial de risco em função do produto P.V, onde

P é a pressão máxima de operação em MPa, em módulo, e V o seu volume em m³, conforme segue:

Grupo 1 ‚Äď P.V ‚Č• 100

Grupo 2 ‚Äď P.V < 100 e P.V ‚Č• 30

Grupo 3 ‚Äď P.V < 30 e P.V ‚Č• 2,5

Grupo 4 ‚Äď P.V < 2,5 e P.V ‚Č•1

Grupo 5 ‚Äď P.V < 1‚ÄĚ

Além disso, os vasos de pressão com vácuo inferior a 5 kPa passam a ser tratados de forma diferenciada por 13.2.2, os quais serão discutidos em outra ocasião:

‚Äú13.2.2 Os equipamentos abaixo referenciados devem ser inspecionados sob a responsabilidade t√©cnica de PH, considerando recomenda√ß√Ķes do fabricante, c√≥digos e normas nacionais ou internacionais a eles relacionados, bem como submetidos a manuten√ß√£o, ficando dispensados do cumprimento dos demais requisitos desta NR:

(…)

e) vasos de pressão sujeitos apenas à condição de vácuo inferior a 5 (cinco) kPa, independente da classe

do fluido contido;‚ÄĚ

Portanto, atenção ao enquadramento dos vasos sujeitos a vácuo!

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